UFAPE inicia construção do Dimensionamento da Força de Trabalho com apoio do MEC e do MGI

Enviado por dcom em Qui, 17/09/2026 - 18:42

Programação de três dias reuniu gestão superior, servidores técnico-administrativos e o Grupo de Trabalho responsável pelos trabalhos

A Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE) deu início ao Dimensionamento da Força de Trabalho (DFT), ferramenta de gestão que ajuda a instituição a estimar o quantitativo ideal de pessoas para realizar o trabalho, de acordo com as características dos profissionais e do contexto organizacional. A programação, organizada pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEPE), reuniu a gestão superior na segunda-feira (14), a comunidade técnico-administrativa em webpalestra na terça-feira (15) e o Grupo de Trabalho que conduzirá o processo nesta quarta-feira (16). Participaram como convidados Tereza Cristina Borges Pinho, chefe de apoio ao Serviço de Modernização e Inovação do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), e Eduardo Batista dos Santos, coordenador-geral de Gestão Estratégica com Pessoas do Ministério da Educação (MEC).

A mesa de abertura do seminário "Gestão Estratégica dos Talentos da UFAPE", na Sala dos Conselhos, contou com o reitor, Prof. Airon Melo, a pró-reitora de Gestão de Pessoas, Valdeline Cardoso, e a diretora de Gestão de Projetos, Roberta Marques. Estiveram presentes integrantes da gestão superior da Universidade. Na ocasião, Tereza Pinho falou com o objetivo de sensibilizar a gestão da UFAPE sobre a importância e os benefícios do DFT como instrumento estratégico para a tomada de decisão, o planejamento institucional e o fortalecimento da política de gestão de pessoas. Em seguida, Eduardo Batista tratou do banco de equivalência e do banco de referência dos técnico-administrativos em educação (TAEs) como instrumentos estratégicos no planejamento e na alocação da força de trabalho, além de editais de concursos públicos mais assertivos, com foco na atratividade, na adequação e na retenção de talentos.

Na webpalestra, Tereza Pinho apresentou o DFT como uma ferramenta que ajuda a instituição a entender quantas pessoas cada unidade precisa, com quais competências e para quais entregas. A lógica parte do trabalho realizado, e não dos cargos. "O DFT atual não começa pela pessoa, começa pela entrega", explicou. De acordo com a palestrante, o principal ganho é trocar impressões por informações concretas, especialmente no que diz respeito aos pedidos de novos códigos de vaga ao MEC. "Percepção não é objeto para solicitar novos códigos", afirmou. Ela lembrou ainda que o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) cobram o dimensionamento de todas as instituições públicas.

A palestrante também destacou a relação com o Programa de Gestão e Desempenho (PGD), implantado na UFAPE. "O DFT olha para o passado e o PGD olha para o futuro", resumiu. Com os dois em funcionamento, a Universidade poderá, por exemplo, vincular temporariamente um servidor a outra unidade que esteja em período de maior demanda.

Já Eduardo Batista explicou como funciona a liberação de vagas nas universidades federais. Todos os anos, em abril, as instituições registram suas demandas de provimento e ampliação. Os pedidos passam pela análise do MEC e do MGI antes de seguirem para o orçamento do ano seguinte. O coordenador também informou que o decreto que regulamenta a nova estrutura dos cargos técnico-administrativos, que passarão a se dividir em técnico em educação e analista em educação, está em análise na Casa Civil. A publicação é o que permitirá a liberação de novos códigos de vaga para técnicos.

Eduardo reforçou o papel de cada universidade na gestão do próprio quadro. "A vaga de docente, de técnico, não é do departamento, nem do curso, é da instituição", destacou. Segundo ele, um bom dimensionamento interno é o que fortalece a defesa de novas ampliações junto ao governo federal.

A webpalestra, transmitida pelo canal da UFAPE no YouTube, foi mediada por Roberta Marques e contou com a participação ao vivo de servidores, que puderam tirar dúvidas sobre os desafios da implantação, a experiência de outras universidades e a relação entre DFT e PGD.

A gravação está disponível em https://www.youtube.com/live/bWKT-2sGlqw